Dor de Cabeça

Dor de Cabeça

 Sintoma de múltiplas causas

 

A dor de cabeça é sintoma que pode ter inúmeras causas, das mais simples e passageiras às mais graves. Entre as causas mais comuns incluem-se má digestão, pressão alta (que geralmente dá dor na nuca), sinusite, alergias, hiper­glicemia (que costuma vir acompanhada de fraqueza geral), gripe, estresse, distúrbios vasculares etc. Estudiosos afirmam que a maioria das dores de cabeça é provocada por tensão nervosa (cefaléia de tensão), que ocasiona contratura dos músculos. Em todos os casos é preciso investigar e tratar a causa. Dores de cabeça crônicas, que duram semanas, até meses, requerem melhor avaliação, podendo ser necessário um raio X ou uma tomografia. Tumores, abscessos e cisticercose cerebral podem provocar fortes e intermináveis dores de cabeça. As dores de cabeça do estresse, embora não envolvam problemas mais graves, também podem durar semanas ou meses.

Enxaqueca

 

A enxaqueca é uma dor de cabeça crônica que ataca principalmente mulheres (cerca de 70% dos casos). Produz­ dor latejante, extremamente incômoda, de origem vascular, que se mani­­festa, às vezes, só de um lado. Pode incomodar os adultos por um período de 3 a 72 horas. Não raro há intolerância à luz e ao barulho. Pode vir acompanhada de tontura, tremor, enjôo e até vômitos. Antes de vir a dor, podem aparecer sintomas de aviso (chamados aura), como formigamento dos membros e distorções visuais (visão turva, com manchas). Estatísticas mostram que a enxaqueca é causa comum de absen­teísmo no trabalho, ocasionando pre­juízo de muitos milhões de dólares anuais.

Entre as causas, estresse emocional, falta ou excesso de sono, falta ou excesso de comida (jejum prolongado), cigarro, pílula (anticoncepcional), dese­quilíbrios hormonais, sensibilidade aumentada à luz, a certos alimentos, a odores ou ao barulho. O abuso de anal­gésicos, que podem aliviar momentaneamente a dor, acaba piorando o problema, pois não ataca a causa, além de acarretar efeitos secundários importantes. Os alimentos que mais freqüen­temente desencadeiam crises são: chocolate, laticínios, conservas, café, mo­lhos, embutidos e lanches do tipo “fast-food”. Muitas vezes, as crises fortes podem ser relacionadas com a chegada da menstruação. Os alopatas tratam a enxaqueca sintomati­camente, com anti-infla­­­­ma­tó­rios e analgésicos, e outros medi­­­­­­­­ca­­­­­­mentos específicos, usados para “prevenir” crises. Mas tanto os médicos como os pacientes sabem que esses procedimentos não são capazes de curar, e que, depois de certo tempo, podem tornar-se quase completamente inócuos, não produzindo qualquer efeito digno de nota.

Para maiores informações sobre enxaqueca, ver Enxaqueca.

 

Causa alimentar

 

Os estudiosos da vida natural acreditam que a enxaqueca, bem como outras formas de dor de cabeça, estão intimamente ligadas ao hábito alimentar. Frituras, sal em excesso, guloseimas, chocolates, molhos, alimentos ricamente temperados, lanches ligeiros, café, pescados, embutidos, carnes, laticínios, conservas etc. formam rotina alimentar de péssima qualidade, que, para muitas pessoas, deflagra a enxaqueca. O consumo excessivo ou inoportuno de certos alimentos densamente calóricos, como caldo-de-cana, melado, rapadura, mel, azeite de oliva, molhos gordurosos podem, para muitas pessoas, disparar uma dor de cabeça. Às vezes, o mal não reside no alimento em si, mas na maneira como é usado: comido às pressas, ou misturado com outros alimentos, numa combinação imprópria.

Em nossa prática, observamos repe­tidas vezes que a mudança adequada de hábito dietético é, por si só, sufi­ciente para reduzir ou até eliminar definitivamente o incômodo de cefaléias (dores de cabeça) freqüentes e enxaqueca.

Há situações em que um alimento, em especial, ocasiona a crise. Pode ser o leite, o queijo, o chocolate ou algum salgadinho. Alimentos adubados, ricos em aditivos, como nitratos, ou que contenham alto teor de sal ou gordura, podem produzir alterações fisiológicas, como dilatação dos vasos, e conseqüente dor de cabeça: peixes, embutidos, lanches ligeiros do tipo cachorro-quente com mostarda, hambúrguer etc.

O glutamato monossódico é considerado, por estudiosos, como provável culpado por crises de dor de cabeça. Usado para realçar o sabor dos alimentos, é comum na culinária gastro­nômica. Os restaurantes chineses usam e abusam desse ingrediente, vindo daí a denominação “síndrome do restaurante chinês” para a dor de cabeça que acomete os aficionados desse tipo de comida.

A tiramina do chocolate é outro fator de cefaléia para muitas pessoas. O queijo e as nozes também con­têm tiramina.

Bebidas muito geladas e sorvetes provocam choque térmico capaz de gerar dor de cabeça em muitas pessoas.

 

Causas comuns de dor de cabeça

 

Além da causa alimentar, de importância fundamental, o sol, a televisão, o monitor de computador e a luz fluorescente podem produzir fadiga ocular e dor de cabeça. Expor-se demais ao sol, num fim de semana na praia, representa para muitos a certeza de forte dor de cabeça depois.

A falta de óculos, ou lentes com grau incorreto em portadores de astigmatismo também pode ocasioná-la. Os “viciados” em chiclete sofrem de dor de cabeça por tensão muscular. Dirigir por várias horas em trânsito intenso ou em viagens é causa comum de cefaléia no motorista da cidade grande. O monóxido de carbono, somado à tensão nervosa, é o responsável pelo sintoma. O uso de álcool e fumo não pode ser esquecido da lista dos culpados. Muitos licores contêm tiramina.

Para quem não está acostumado, subir a grandes altitudes traz o inconveniente da poliglobulia das alturas, um esforço do organismo para se adaptar ao oxigênio rarefeito. A dor de cabeça é comum. Nesse caso, alguns estudiosos recomendam a ingestão de alta dose de vitamina C, algo em torno de 3.000mg/dia.

Dormir demais ou de menos, ou dormir depois de lauta refeição, pode ocasionar “peso na cabeça”. Há quem afirme que, para certas pessoas predispostas, um cochilo ou soneca pode ser o ponto de partida para a crise de enxaqueca.

O fumo parece acarretar o que os especialistas chamam de “cefaléia em cachos”, que se manifesta em volta do olho ou atrás dele. É mais comum em homens, e costuma voltar depois de longo período de quietude.

A pressão alta pode acarretar dores de cabeça que se situam principalmente na nuca. A sinusite produz pressão na região dos sinus, localizados em cavidades ósseas próximas da fronte e ao lado das narinas, que, na sinusite, ficam congestionados.

Certas manifestações alérgicas também dão dor de cabeça. Nesse caso, a cefalalgia pode vir acompanhada de urticária, coriza, espirros etc. É muito comum que a alergia a laticínios (à proteína do leite) produza dor de cabeça.

Consumir muito açúcar, massa e/ou guloseimas faz a glicemia subir e baixar rápido no sangue, produzindo episódios de hipoglicemia, associados a mal-estar, depressão, fraqueza e dor de cabeça. Mudar o hábito alimentar e, no caso de hipoglicemia, chupar uma laranja costuma resolver. esta é a opinião dos naturopatas, bem fundamentada em fatos. O consumo exagerado de açúcar e massas brancas é causa ativa de enxaqueca.

 

O tipo de personalidade, as atividades e as dores de cabeça

 

Todos sabem, intuitivamente, que a tensão nervosa predispõe à dor de cabeça. Pessoas dotadas de personalidade A, ansiosas, competitivas e perfeccionistas, sofrem mais de cefa­lalgia. “Tenho de fazer tudo agora”, “vamos acabar logo com isso”, “só descanso quando houver terminado essa tarefa”, “custe o que custar, conseguirei” são características de pessoas que encaram seu trabalho, seus alvos, com obsessão doentia. A persistência e a dedicação a bons ideais são indiscutivelmente louváveis, e incluem-se entre os ingredientes do sucesso. Mas é preciso conhecer o limite entre o que é compensador e o que toca as raias do exagero, trazendo conseqüências à saúde por extenuar a estrutura psicofísica.

Na luta para ganhar a vida, muitos perseguem ideais que exigem devota­mento excessivo, faltando tempo para a recreação e a família. É verdade que, nas condições atuais, todos vivemos e trabalhamos sob tensão. Mas às vezes criamos provações desnecessárias, fixando alvos austeros demais. Surgem, em conseqüência, problemas psicofísicos como a cefaléia de tensão. É preciso pôr em prática o princípio da temperança, inclusive na questão do trabalho e dos alvos pessoais. Muitos estudiosos da filosofia do êxito concluíram que, contentar-se com menos, de modo que se possa dedicar tempo para a família e o lazer, faz-nos mais felizes que a correria louca atrás de altas realizações.

Quando se realiza uma tarefa com grande concentração, os músculos da cabeça e do pescoço se contraem, comprimindo os vasos e reduzindo a circulação do sangue. Ao se interromper bruscamente a atividade, os músculos relaxam e se expandem, deixando dilatar as paredes dos vasos. À medida que o coração bate, o sangue chega e vai dilatando ainda mais os vasos, produzindo a dor pulsátil da enxaqueca em pessoas suscetíveis. Por isso, o período de excessiva atividade mental, seguido abruptamente de descanso, pode desencadear crises de enxaqueca.

“Se não conseguir terminar tudo hoje, continuo amanhã. Nada de apavo­­­­ramento” — é a postura mental correta que, de modo nenhum se opõe à disciplina e organização.

Os especialistas no assunto recomendam que, ao trabalhar intensamente com a cabeça, não se deve parar abruptamente, mas aos poucos. Intercalar o trabalho e o repouso. Trabalhar um pouco, descansar um pouco.

 

A importância do lazer

 

Depois de longo período de estudo e trabalho desgastantes, fui acometido por dor de cabeça que, embora não fosse tão intensa, era mais ou menos contínua, e por isso extremamente incômoda. Não tive dificuldade de descobrir a causa: estresse. Impossibilitado de continuar produzindo como antes, resolvi parar e descansar numa estância climática uns vinte dias. Foi sufi­ciente. A dor de cabeça que me azucrinara por semanas, e piorava, desapareceu completamente. Em seguida, com animadora melhora da produtividade, pude colocar meu trabalho em dia dentro de pouco tempo. Se tivesse insistido em continuar (como muitos fazem), minha produtividade decairia a níveis muito baixos, com verdadeiro massacre da saúde. Certamente, uma decisão insensata.

Opinião dos estudiosos da vida natural

 

A dor de cabeça é um dos muitos “alarmes” que o organismo dispara contra abusos sofridos. Erros alimentares crônicos, fumo, álcool,­ pílula, esgotamento nervoso e descontrole emocional são algumas das agressões que podem levar pessoas sensíveis ao tormento da cefaléia.

O tratamento, que dá bons resultados, constitui-se de eficiente desintoxi­cação somada a um período de repouso­ natural. Depois, corrigindo-se os maus hábitos deflagradores das crises, e adotando-se uma série de hábitos saudáveis, como a prática moderada e regular de exercícios físicos, os próprios pacientes dão o feliz testemunho de que “a enxaqueca desaparece”.

Outros procedimentos

 

As aplicações diárias de argila no abdome, por duas horas, são indicadas. Ver como aplicar à página 114.

O banho genital diário restaura o equilíbrio circulatório e nervoso, sendo, portanto, muito indicado. Ver, à página 106, como aplicá-lo.

 

Terapia respiratória

 

A respiração correta tem sido, para muitas pessoas que sofrem de dor de cabeça, o melhor bálsamo. Considerando a grande importância do livre aporte de oxigênio às células, a terapia respiratória, tão simples como negligenciada, ajuda a aumentar a vitalidade do organismo, sendo útil no tratamento (e na prevenção) das cefaléias.

Você já observou como respira uma criança, um recém-nascido? É a “barriguinha” ou o tórax que se movimenta com a entrada e a saída do ar? Agora, perceba como você respira, como respira um adulto. Que diferença lhe chamou a atenção?

O recém-nascido expande principalmente a “barriguinha” enquanto respira. O adulto, em geral, movimenta furtivamente o tórax. Os hábitos fisio­lógicos da criança dão-nos uma noção adequada do padrão genético e instintivo das relações entre o organismo humano e o meio. A artificialização de nosso sistema de vida provocou inúmeras mudanças nesse padrão, o que muitas vezes se demonstra cruelmente nocivo à saúde. Precisamos reaprender a respirar corretamente se quisermos salvar o organismo dos processos degenerativos que o assediam, como o câncer.

Está ao seu alcance reaprender o modo fisiológico de respirar. Sua capacidade de raciocínio, além do humor e da saúde, só terão a lucrar. Essa medida pró-saúde é de inestimável valor, e não custa um tostão. Veja como fazer a terapia respiratória:

Sente-se, algumas vezes por dia, numa cadeira confortável. Com as costas retas, respire profunda e compassadamente. A respiração correta ou diafragmática requer a expansão do abdome, como vimos. Você sente algo como um balão inflável dentro da barriga. Esvazie a mente de preocupações.

Caminhe descansadamente por uma rua tranqüila e arborizada, ou, de preferência, num bosque, respirando corretamente.

A vantagem dessa terapia, a mais natural de todas, é que não existem contra-indicações. Pode ser aplicada praticamente em qualquer lugar (de preferência onde haja menos poluição do ar), em qualquer momento e em qualquer condição. Sempre faz bem. Este pode ser um dos pequenos cuidados que estão faltando para o maior êxito dos tratamentos naturais.

 

Ricardo sempre sofria de dor de cabeça no Natal e no Ano-Novo. A culpa parecia ser dos comes e bebes tradicionais nessas festividades. Indiscutivelmente, os abusos alimentares são causa de cefaléia, mas, no caso específico do Natal de Ricardo, verificou-se haver ainda outra causa. O vilão era o peru natalino, que se alimentava de ração tratada com penicilina. Ricardo era alérgico a esse antibiótico. Como se vê, são muitas as causas para o incômodo cosmopolita, que podem ocorrer associadas, ou tão bem disfarçadas que fica, às vezes, difícil identificar.

Sugestões naturais

Antes de mais nada, é preciso estudar a causa. Dores de cabeça persistentes ou fortes requerem avaliação médica.

Em caso de dor de cabeça produzida por má digestão crônica, proceder como indicado em digestão, perturbações da. Para aliviar momentaneamente a dor de cabeça provocada por indisposição digestiva passageira, um ou dois goles de chá de losna com camomila ou sálvia costuma trazer alívio (derramar uma xícara de água fervente sobre uma colher, das de chá, das ervas frescas picadas. Coar). Mascar um pedacinho de folha de losna ou boldo, ou uma casquinha de quássia, proporciona, em muitos casos, pronto alívio. Qualquer chá amargo, tomado em pequena quantidade, aos goles, ajuda a contrabalançar os efeitos da indigestão. Como é freqüente a dor de cabeça de fundo digestivo exibir também causa nervosa, recomenda-se, além do uso do fitoterápico, exercícios de relaxamento, massagem e respiração profunda.

No caso de dor de cabeça produzida por sinusite, é preciso tratar esse mal (ver sinusite). Recomendam-se ervas como tussilagem, marroio-branco, casca de cereja silvestre, eucalipto e verbasco. Preparar o infuso. Uma colher, das de sopa, da erva para 300ml de água fervente, que deve ser derramada sobre as plantas frescas. Coar. Tomar uma ou duas xícaras ao dia. Fazer também duas vezes ao dia, na fase aguda, inalação com as mesmas ervas.

Outra mistura de plantas contra a sinusite é: alecrim-de-jardim, eucalipto, sálvia, malva, poejo. Usar essa mistura em infusão: Uma colher, das de sopa, da erva para 300ml de água fervente, que deve ser derramada sobre as plantas frescas. Coar. Tomar uma ou duas xícaras ao dia, divididas em várias vezes. Tomar o chá, sempre com própolis: quinze gotas a 30% cada vez que tomar chá. Fazer também, na fase aguda, inalações com as mesmas plantas, duas vezes ao dia.

No caso de hipoglicemia (queda da glicose no sangue), se não houver descompensação diabética, chupar uma laranja costuma aliviar. Ou, tomar uma colherinha de mel puro.

No caso de dores de cabeça produzidas por tensão nervosa, recomenda-se a água de melissa (trinta gotas em água, três vezes ao dia). Também é muito útil a valeriana, combinada com betônica e camomila. A valeriana é planta capaz de exercer poderoso efeito relaxante sobre o sistema nervoso paras­simpático. Pode-se preparar o infuso, só uma xícara ao dia. Tomar vários goles ao longo do dia. A dosagem é a seguinte: Uma xícara de água fervente sobre meia colher, das de chá, das três plantas pulverizadas. Coar. Não usar dose maior que esta, pois determinadas pessoas não se sentem bem com a valeriana. Consultar um especialista.

Outra planta usada contra as dores de cabeça de origem nervosa é o alecrim. Tomar o infuso das folhas e flores, uma ou duas xícaras ao dia, aos goles. Uma xícara de água fervente sobre uma colher, das de chá, da erva verde, é de longa data receitada contra males do coração. A propósito, numa publicação de 1550 (antiga como a colonização das Américas!), o Lytel Herball, lemos o seguinte a respeito dessa erva: “Coloque as flores num pano de linho, fervendo-as em água limpa; deixe esfriar e beba, pois ela é excelente contra todos os males do organismo.”

Kloss, famoso estudioso das plantas medicinais, recomenda chá de hortelã para a dor de cabeça. Beber uma xícara do chá e deitar-se. Uma xícara de água fervente sobre duas colheres, das de chá, da erva verde. Massagear as têmporas com óleo de hortelã traz pronto alívio em muitas dores de cabeça.

Uma das plantas usadas há mais tempo, por diferentes culturas, contra distúrbios nervosos e dor de cabeça, é a gatária (erva-dos-gatos). Uma colher, das de sopa, para três xícaras de água fervente, em infusão. Misturar com camomila. Dividir essa quantidade ao longo do dia, em pequenas porções.

O escalda-pés, ou mergulhar os pés num balde contendo água suportavelmente quente, “puxa” o sangue da cabeça, descongestionando-a. Deixar os pés na água quente por não mais que uns cinco minutos e mergulhá-los em água fria, rapidamente.

Compressas frias na cabeça, enquanto se respira fundo, soltando o ar devagarinho, como se estivesse assobiando, são procedimentos simples que também ajudam a aliviar crises. Renovar as compressas toda vez que esquentarem.

Compressas frias de rodelas de batata ou folhas de repolho trazem, muitas vezes, rápido alívio.

Compressas quentes com o chá das folhas de abacateiro à cabeça oferecem melhor resultado para certas pessoas.

A enxaqueca, doença que se manifesta em freqüentes dores de cabeça, as quais desaparecem por um período mais ou menos longo, mas que sempre voltam atormentadoras, indica que o corpo precisa de desintoxicação, e a mente, de repouso e equilíbrio.

No mundo da homeopatia, o iris 6X é indicado contra a enxaqueca. Mas não se deve fiar em qualquer medicamento, mesmo natural, sem remover as causas e procurar, sob orientação profissional, o melhor tratamento.

O exercício físico regular previne ataques de dor de cabeça. Quando se pressente que ela vem, fazer um pouco de ginástica, caminhar, respirar fundo ou nadar, pode, em muitos casos, afastá-la. Mas fazer exercício pesado durante a crise de enxaqueca não é recomendado pelos especialistas.

A massagem de relaxamento e o banho de imersão em água morna, na hidromassagem, ajudam a relaxar e aliviar a dor de cabeça. Mas não ficar muito tempo imerso em água quente. No caso de enxaqueca, a água quente poderá, para certas pessoas, complicar a situação. Funcionam melhor as compressas frias na cabeça, (renovadas) de dez em dez minutos e a respiração profunda.

O do-in, ou massagem por acupressura (compressão do dedo), é muito útil. Comprimir, por uns três minutos, enquanto se pratica a respiração lenta e profunda, o ponto do alto da nuca e, depois, o ponto entre as sobrancelhas.

Ao assistir a vídeos ou trabalhar no computador, não ficar muito tempo diante da tela. A cada hora, é preciso parar uns dez minutos, caminhar, respirar fundo, tomar água. Aliás, há uma disposição trabalhista que ­orienta as empresas a darem, aos que operam computadores, dez minutos de descanso por hora.

Se a crise está para vir (ou já veio) e você se encontra num lugar barulhento, evitar o ruído e relaxar pode evitar (ou eliminar) a manifestação.

Há quem seja especialmente sensível a perfumes e cheiros fortes. Verificar se, para você, esse não seria um dos fatores desencadeantes de cefaléia. Muitos ainda não notaram essa relação.

- A musicoterapia preconiza o relaxamento sob efeito de música suave, que toque baixinho. Clássicos ao piano e flauta são indicados.

Dieta terapêutica natural

Por um mês, um dia na semana ou na quinzena, manter repouso e adotar dieta de desintoxicação: tomar apenas suco de fruta ou comer fruta, de três em três horas. Em jejum, bebida alcalinizante (ver página 138).

Dois ou três dias por semana, durante um mês:

Desjejum ou jantar: optar por uma das frutas: laranja, mamão, maçã, melão, melancia, uva. Não misturar as frutas. Se houver fome, fazer lanche de maçãs entre as refeições.

Almoço: saladas cruas (como salada de broto de feijão, ou salada de folhosos), seguidas de arroz integral com um pouco de lentilha, tofu e legumes cozidos (vagem, brócolis, cenoura etc.). Comer pouco e mastigar muito. Entre as refeições, havendo fome, utilizar frutas.

Pessoas debilitadas, magras ou com doenças agudas não devem seguir este programa. Gestantes, nutrizes e crianças também não podem segui-lo. Observar orientação de um profissional de saúde simpático a dietas naturais.

Jantar: Frutas com flocos de cereais, sementes de girassol e um pouco de coalhada magra.

É fundamental comer devagar, mastigando bem. Expulsar, durante as refeições, preocupações da mente. Não comer conversando, falando de negócios, assistindo TV ou lendo. Ouvir música suave, relaxante.


Programa Saúde Total

Levando informações aos ouvintes sobre saúde e qualidade de vida, valorizando os benefícios da natureza: ar puro, atividade física, água, luz solar, alimentação, repouso, abstinência e muito mais.