Impotência

Impotência

 A diminuição do desejo sexual é queixa comum entre homens, principalmente depois dos 50 ou 60 anos. Porém, quando a ereção peniana é insuficiente para o coito normal, estamos ante um verdadeiro quadro de impotência. Há inúmeros fatores relacionados à ereção do pênis, que podemos resumir em cinco grupos: 1. Disfunções locais; 2. Fatores psíquicos; 3. Fatores vasculares; 4. Fatores neurológicos e 5. Fatores hormonais. Entre as doenças que envolvem distúrbios­ vasculares responsáveis pela impotência destacam-se o diabete e a arteriosclerose. Traumas na região raquimedular encabeçam a lista dos fatores neurológicos. A ansie­dade, a insegurança e o esgotamento nervoso são causas psíquicas. Entre as causas locais, destaca-se a fibrose do corpo cavernoso do pênis (Doença de Peyronie). O uso de drogas, álcool e fumo pode trazer conseqüências sobre o desempenho sexual, bem como o de certos medicamentos, como diuréticos, anti­depressivos, anti-hiperten­sivos e neu­ro­lépticos. Essas causas costumam juntar-se, dando origem a um quadro bastante complexo, que deve ser avaliado por um urologista.

Aqui, apresentamos algumas receitas de medicinas tradicionais para melhorar o desempenho sexual. O uso de Viagra requer acompanhamento médico. Cuidado com os remédios da moda: muitas receitas populares reúnem, sem dúvida, um misto de folclore e misticismo.

A designação afrodisíaco vem de Afrodite, deusa grega do amor. Tradicionalmente, são usados, para estimular a libido ou combater a impotência, alimentos como amendoim, germe de trigo e ovo (gema). O álcool, ao contrário do que se imagina, não passa de um estimulante mórbido, que mais tarde, além de provocar doenças, age como depressor. O preparado de estricnina e cantáridas secas (insetos coleópteros) é perigoso para a saúde.

 

Causas

 

O desinteresse sexual apresenta, muitas vezes, causas predominantemente psíquicas, devendo, portanto, receber abordagem psicoterapêutica.

Certas doenças sistêmicas e neurológicas, infecções venéreas e distúrbios gênito-urinários podem provocar diminuição da libido, seja por desconforto ou dor ao ato sexual, seja por alterações nervosas, hormonais e metabólicas mais profundas.

 

Bloqueios mentais e outras causas

 

O primeiro passo no tratamento da impotência ou do desinteresse sexual é avaliar­ o problema no círculo do relacio­namento entre homem e mulher, cujos distúrbios, hoje tão comuns, afetam dras­­­tica­­­­­mente a vida íntima.

O mero uso de plantas e banhos pode não resolver se não houver remoção dos bloqueios mentais. Por isso, a abordagem psicoterapêutica é considerada fundamental.

O desgaste físico e mental (estresse) é causa ativa de perda de desejo sexual. Há também certas enfermidades que comprometem a performance, como o diabetes melito. O uso de drogas, como a cocaína, é outra causa comum de distúrbios na atividade sexual.

 

Banho genital

 

Esse banho ajuda a corrigir perturbações nos órgãos genitais que eventualmente contribuam para a diminuição da libido. Também auxilia na desintoxi­cação, e estimula o sistema nervoso a partir da área genital.

Como proceder: Colocar uma tábua ou um banquinho sobre uma bacia com água fria. Sentar-se na tábua em seco, ficando com todo o corpo fora da água. Com o côncavo das mãos, derramar água fria sobre o ventre e a região genital. Impropriamente denominado semicúpio (meio-banho), é considerado tonificante do sistema nervoso. Indicado nos seguintes casos:

 

Estresse;

Doenças do sistema genital.

Contra-indicação: Este banho é contra-indicado no período menstrual e na gravidez.

 

 

 

Plantas

Várias plantas — São tradicionalmente citadas como afrodisíacas as seguintes plantas: catuaba, coajinguva, cravo-da-índia, pimenta-de-macaco, nó-de-cachorro, orégano, marapuama, gengibre, damiana e nogueira. O modo de preparo tradicional é o seguinte: decocto (cozimento) de uma colher, das de sopa, da planta picada para um litro de água, de duas a três xícaras ao dia. A damiana é considerada poderoso afrodisíaco, mas, para evitar a irritação do trato gênito-urinário, é preparada juntamente com bagas de junípero.

É arriscado usar grande quantidade dessas plantas por tempo prolongado, pois podem estimular demais o sistema nervoso e produzir insônia e pressão alta. Portanto, é melhor consultar um especialista.

Ginseng e ginkgo-biloba — São duas plantas orientais consideradas afrodisíacas. São encontradas em boas casas de produtos naturais, e a dosagem varia conforme o processamento. O ginseng é, de longa data, usado para produzir esse efeito. Uma das maneiras de usá-lo é tomar uma xícara de chá por dia, persistentemente, durante várias semanas.

Orégano — Os antigos romanos já usavam o orégano como afrodisíaco.

As plantas agem por dois mecanismos básicos: primeiro, estimulam o sistema nervoso central, melhorando a condução de impulsos nervosos entre as células. Ativam também a circulação sangüínea, melhorando a irrigação e a nutrição. Uma colher, das de chá, para cada xícara de água. Ferver e filtrar. De uma a duas xícaras ao dia.

Contra-indicamos os licores, por conterem grande teor de ál­co­ol.

Para conhecer recursos anafro­disíacos (ação contrária), ver anafro­disíaco.


Programa Saúde Total

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