Rubéola

Rubéola

 Em certo momento da década de 40, começaram a nascer, na Austrália, inúmeras crianças com defeitos congênitos do coração, dos ouvidos e dos olhos. Pesquisando o assunto, os médicos notaram que muitas mulheres no começo da gravidez, durante a epidemia de rubéola que se alastrara pelo país, haviam dado à luz crianças defeituosas. Acabaram descobrindo que o vírus da rubéola é capaz de produzir malfor­mações congênitas, no caso de a gestante ser contaminada até o quarto mês da gravidez (mais tarde, concluiu-se que o risco maior é até o segundo mês). A rubéola deixou de ser, então, uma virose banal, para converter-se em doença de grave risco para a gestante.

 

Que é rubéola? Como se manifesta?                     

 

É uma virose comum na infância, contagiosa, semelhante ao sarampo, porém mais branda, de evolução normalmente benigna.

É muito difícil diferenciar a rubéola do sarampo fraco. O tratamento é basicamente o mesmo. Consultar, portanto, sarampo, para fins de tratamento.

Como vimos, a rubéola representa perigo nos primeiros meses da gravidez. Por isso, nessa fase, a mulher deve evitar contato com doentes. Há quem recomende que as meninas pequenas sejam expostas propositadamente à doença, já que, uma vez contraída, o corpo desenvolve imunidade permanente — mas esse procedimento é questio­nável.

Estatísticas médicas dão conta de que até 20% das mulheres contaminadas pelo vírus da rubéola até o segundo mês darão à luz crianças defeituosas. Esse vírus é capaz de atravessar a placenta e atingir o tecido embrionário, danificando-o.

O doente de rubéola leva de duas a três semanas para sentir os primeiros sintomas (período de incubação). No começo, tudo parece uma gripe: febre baixa, dor de cabeça, mal-estar geral, irritabilidade. Em seguida surgem pequenas manchas rosadas no rosto e no pescoço. No dia seguinte, as manchas “descem” para o tronco, os braços e as pernas. Em questão de poucos dias, desaparece tudo. Pode ocorrer desca­mação da pele nos locais da erupção. Um dos sintomas que permite diferenciar a rubéola de outras viroses eruptivas é a presença de gânglios inchados na nuca e atrás da orelha.

O mesmo tratamento de sarampo.


Programa Saúde Total

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