Mal-de-Parkinson

Mal-de-Parkinson

 Plantas e outros recuros naturais

É um distúrbio cerebral, relacionado à falta de certos neurotransmissores, como a dopamina. Provoca tremores e dificuldade de realizar certos movimentos, como escrever, falar, vestir-se e locomover-se. A depressão costuma acompanhar o quadro clínico. Ataca principalmente idosos, mas é possível que apareça na meia-idade.

A Medicina convencional declara “incurável” o doente de Parkinson. O tratamento com levedopa (precursora da dopamina) pode melhorar os sintomas.

Estudiosos do naturismo relatam casos de recuperação discreta. O tratamento é o mesmo indicado em aterosclerose, com a observação de que, depois da desintoxicação, prescrevem-se reforços de complexo B, magnésio e vitamina E, em dosagens estabelecidas por um profissional especializado. Conforme o caso, a desintoxicação deverá ser mais branda.

São de extrema valia os exercícios físicos moderados, de intensidade progressivamente crescente, que deverão seguir orientação médica para cada caso. A hidroginástica acompanhada por um profissional é, às vezes, recomendada.

 

Banhos e cinesioterapia

 

A hidroterapia é muito útil nas doenças neurológicas, pois estimula naturalmente a circulação e a condução nervosa. Sugerem-se pelo menos dois banhos vitais (ainda melhor: um banho vital e um de tronco) ao dia (ver modo de fazer à página 105). Hidromassagem e banhos de cachoeira: deixar incidir jatos de água sobre a cabeça, as pernas, os braços, as costas, num vigoroso massageamento.

Pode-se associar à hidroterapia a geoterapia. De duas a três horas diárias (ver página 114).

Caminhar diariamente, sem falhar, alguns quilômetros (salvo contra-indicação médica). Ir aumentando progressivamente as distâncias. Praticar respiração profunda durante as caminhadas.

As seguintes plantas são sugeridas pelos manuais de fitoterapia:

Alecrim — Derramar meio litro de água fervente sobre duas colheres, das de sopa, das folhas. Tomar de duas a três xícaras ao dia.

Bioflavonóide — Antioxidante nutricional capaz de atravessar a barreira hemato-encefálica, protegendo as células cerebrais. Indicam-se entre 60 e 90mg/dia. No mercado aparece como picnogenol, antocianidina, grapine.

Cavalinha com chapéu-de-couro, tanchagem e dente-de-leão — Essa associação de plantas exerce efeito depurativo. Tomar no começo do tratamento, por algumas semanas, sob orientação profissional. A dosagem usual é de duas colheres, das de sopa, das plantas picadas para meio litro de água. Deixar ferver. Filtrar e tomar de duas a três xícaras diárias.

DHEA — Dehidroepiandroesterona. Em voga atualmente, vem sendo sugerido contra o mal-de-parkinson. Por se tratar de precursor de hormônio esteróide, seu uso requer, na nossa opinião, mais estudos.

Geléia real — Depois da desintoxicação, como indicado em aterosclerose, tomar geléia real diariamente. Ir aumentando a dose, de 1 a 3g diários, conforme critério médico. Indica-se também o esqualene (observar orientações profissionais).

Lecitina de soja — Fosfolipídio construtor de estruturas nervosas, a lecitina é recomendada pelos naturopatas em doses que variam de 1 a 4g diários.

Lêvedo de cerveja — Rica fonte de complexo B, ajuda a restaurar a harmonia nervosa do corpo. Tomar de nove a quinze comprimidos diários de 500mg.

Sálvia — Decocto de sálvia, duas colheres, das de sopa, para meio litro de água (folhas picadas; ferver e filtrar), duas xícaras ao dia.

 

Você sabia?

Alecrim-de-jardim (Rosmarinus officinalis)

É tradicionalmente indicado para combater cólicas menstruais, má digestão e sarna.

Modo de usar: Derramar ½ litro água fervente sobre 3 colheres, das de sopa, das folhas picadas. Deixar esfriar.­ Filtrar e tomar de 1 a 2 xícaras ao dia. Contra a sarna, uma pomada: Misturar 10 partes de gordura vegetal para uma parte de suco puro de alecrim.

 


Programa Saúde Total

Levando informações aos ouvintes sobre saúde e qualidade de vida, valorizando os benefícios da natureza: ar puro, atividade física, água, luz solar, alimentação, repouso, abstinência e muito mais.